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Produto anti-idade ideal para a sua faixa etária

Pele bonita é resultado de uma boa alimentação, da ingestão de muita água e, claro, da tecnologia de produtos específicos que ajudam a melhorar ainda mais a pele do rosto, do pescoço e do colo. A quantidade de cremes disponíveis no mercado é imensa, com possibilidades para todos os bolsos. Grandes empresas do mercado cosmético, em ascensão no país, investem em pesquisas e, principalmente, na análise dos vários biotipos da mulher brasileira. O médico dermatologista Milton Trindade aposta, porém, que o melhor preventivo para combater o envelhecimento é o filtro solar. “Quanto mais cedo iniciar o uso do protetor solar, melhor.” Segundo ele, o envelhecimento da pele está ligado principalmente à exposição aos raios UVA, que quebram as fibras de colágeno e elastina e penetram, causando o espessamento da pele e a perda da elasticidade.

É justamente o colágeno que mantém a firmeza e a estrutura da pele. Estudos apontam que a mulher começa a perder 1% de colágeno ao ano a partir dos 21 anos. Portanto, apesar de não existir uma idade pré-definida para começar a usar cremes antienvelhecimento, as mulheres jovens, na faixa dos 20 anos, já podem aplicá-los, com uma formulação mais leve. Entre 20 e 25 anos, a melhor opção são produtos hidratantes e à base de vitamina C. Os mais concentrados devem ser usados depois dos 40.

O ácido retinoico derivado da vitamina A é responsável por refazer as fibras de colágeno. Nos cremes anti-idade, os retinóis são a base de formulações mais suaves, que estimulam as fibras de colágeno e evitam o espessamento da pele — indicados para peles mais jovens e sensíveis. São cremes dermocosméticos facilmente encontrados em farmácias. A Anvisa só permite a venda de ácido retinoico em determinadas concentrações. Portanto, só em produtos manipulados e com receita de um médico. Segundo Milton Trindade, nesse caso, é comum encontrar substâncias que promovem a renovação celular, de colágeno, elastina e componentes que aumentam a hidratação, além de citosinas.

O médico alerta que qualquer tratamento antienvelhecimento, seja com dermocosméticos, seja com produtos manipulados, precisa de, no mínimo, quatro semanas para as mudanças começarem a se tornar visíveis. Por se tratar de tecnologia de maior poder de penetração, o tratamento começa de dentro para fora. Os tecidos são revitalizados, e as camadas, preenchidas, até chegar à derme — parte externa da pele.

Da natureza

  • Há muitas descobertas relacionadas ao combate do envelhecimento. Na Nova Zelândia, é extraído o óleo da planta manuk, que inibe as rugas, diminui a espessura da pele e aumenta a hidratação. Seu maior benefício é diminuir a inflamação causada pelo sol. Essa planta já era usada como anti-inflamatório pelo povo maori há muito tempo. Em pesquisas recentes, foi concluído que sua ação dermatológica é bastante eficaz. Inclusive, já está em teste no Brasil. Uma nova substância estudada pelas grandes marcas é o resveratrol — um polifenol com ação antioxidante encontrado principalmente nas sementes da uva tannat, de origem francesa, mas facilmente encontrada no Uruguai e na região Sul do Brasil. O resveratrol pode ser ingerido por meio do vinho ou passado na pele em forma de creme que contenha o polifenol.

Cremes por faixa etária

  • Dos 20 aos 30 anos
    Com o colágeno em plena forma, não há necessidade de ácido que renove sua ação. O mais indicado é a vitamina C. Alguns médicos preferem que ela seja manipulada para ter mais eficácia no resultado.
    Benefícios: antioxidante, combate os radicais livres e diminui as linhas de expressão, além de ser fotoprotetor contra raios UVA, uniformizar a pele e clarear pequenas manchas.

 

  • Dos 30 aos 40 anosA mulher nessa idade tem algumas variações. Tudo depende dos hábitos que ela tem, se gosta de tomar sol, se usa regularmente protetor solar e se já existe um cuidado com a pele. O indicado é o uso de produtos suaves, à base de retinóis. Em casos mais sutis, o extrato de caviar é bem recomendado, considerado um produto de luxo.
    Benefícios: estimula a produção de colágeno e elastina da pele e aumenta a hidratação.

 

  • Dos 40 aos 50 anos
    A mulher começa a ter um declínio hormonal, fase em que muitas entram no climatério. É nessa época que o espessamento da pele é mais evidente, a hidratação diminui e a flacidez, em alguns casos, começa a se tornar inimiga. Há cremes específicos para mulheres de 40 anos, muitos derivados da soja.
    Benefícios: refaz as fibras de colágeno e elastina, devolve a hidratação e, nos cremes que tenham a soja como ativo, o maior benefício é o hormônio bioindêntico — ele estimula na pele os hormônios que não são mais produzidos pelo corpo.

 

  • Depois dos 50 anos
    A mulher na menopausa para de produzir alguns hormônios. Nessa fase, o envelhecimento fica mais acentuado. É comprovado que a inibição dos hormônios ovarianos aumenta a espessura da pele. Uma grande melhora acontece com a reposição de derivados da testosterona. No caso de cremes, é de suma importância que a mulher use o produto de acordo com a sua idade.
    Benefícios: mais elaborados para a necessidade da idade, os cremes têm maior poder de penetração. Os manipulados são à base de ácido retinoico, glicólico ou salicílico — esses dois últimos, em alguns casos, suavizam a ação do retinoico no avermelhamento da pele e no afinamento dela, deixando-a mais sensível com uso prolongado.

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